A perpexidade dos fatos
Muitas vezes me assusta.
Por meses me pus a fingir
Que nada sentia
Tratei desse sentimento
Como se trata uma minúscula pedra na rua.
Após meses de devaneios nas madrugadas
De amizades surrupiadas
Desventuras, paixonites e atrações por status,
Encontrei o que não queria encontrar.
Palavras suas “perdidas” entre as minhas
Gravadas em minha poesia
Recoberta de sentimentos e lamentos
Sem negar o que um dia existia.
Ainda não encontrei forças para ler
Pois só de saber que a letra é tua
Meu corpo treme, gela, ignora.
Como uma criança com medo,
Acuo-me no canto.
Sinto que te perdi novamente
O que é pior,
Antes eu tinha o que perder, hoje só restam-me lembranças.
Em noites vagas, choro e disperto lamentos,
Por não conseguir controlar meus sentimentos.
Atravesso as noites triste e calado
Sonhando e relembrando
Que um dia tudo foi diferente.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Lembranças Escritas
Guardo em mim
Tenho guardado em mim
As vagas lembranças
Deste teu cheiro incomum.
Como se fosse impossível perceber
Que teu corpo possui um perfume único
Que muitas flores invejam.
Ainda guardo comigo
Algumas de tuas roupas
Dentre outros objetos pessoais.
Guardado em uma caixa com seda
Dentro de um armário chaveado, em meu pensamento.
Sempre levo comigo
Alguns costumes bobos.
Frases secretas e gestos singelos
Que só fazem sentido contigo.
Às vezes ainda carrego em meus dedos
O elo em forma de compromisso,
Com a esperanças de tu voltar.
Hoje guardo em mim
Vagas lembranças de uma vida,
Que não sei se vivi ou se sonhei.
Perdidamente Deslocado
Estou querendo arranjar explicação
Para este sentimento que estou a sentir
De tanto passar de mão em mão
Hoje tenho medo de me iludir
Sinto, em partes, que estou perdido.
Não sei até onde posso ir sem mentir
Sem sentir, sem estar, sem ser quem sou.
Sinto-me deslocado, é estranho, como esse novo (nem tão novo), me assusta de uma maneira aderradora.
Como se raiva e ódio estivessem unidos por esse elo forte como a água.
Essa água que escorre de meus póros
É de tanto correr nesse labirinto imundo.
O suor que hoje mata minha sede,
Também é o mesmo que tentou me afogar.
Sem ele, hoje, nem me vejo longe,
Mas sinto que ainda vai trazer-me
O novo fôlego pra respirar teu perfume.
Ainda não achei a explicação que procurava
Porém encontrei um caminho.
Se me sinto perdido e deslocado
Deve ser medo de ficar sozinho.
Quatro dias sem tu
Já fazem quatro dias sem sol,
Sem chuva, nem calor, nem frio.
Dias cinzas e amargos,
Sem risos, dias vazios.
Depois que tu se foi,
O sol, o calor, o vento, a luz sumiram.
Como se o mundo girasse a tua volta.
E tudo ficou vazio,
Sem cor, cheiro ou sabor.
Não sentir teu perfume
Evazando pelos corredores
É o mesmo que não sentir o ar nos pulmões.
Ficar dependente de ti,
Como uma droga, um vício.
Tão dependente dessa inocência
De menina mimada e vulgar
Dependente de ti,
Viciado no sol, no calor.
Não te ver é não ver a cor,
É não sentir o cheiro,
É não ter sabor.
Esses quatro dias longe de tu,
Foram quatro dias em um inferno
Em que nem o diabo quis morar.
Quero que chova
Essa chuva que cai
Tão gelada e cortante
Esconde minhas lágrimas
Torna-me inquietante.
Queria que a chuva fosse canivete
Para cortar meus sentimentos, fatiar meus anseios.
Queria que fosse ácido
Para consumir de mim, esse desejo gritante de te ver.
Que essa chuva me deixasse sem ar,
Que meu último suspiro fosse afogado,
Que meu corpo molhado e pálido
Caísse perante teus olhos
E tu pudesses me afagar em teus braços.
Molha chuva meu rosto,
Esconde minhas lágrimas
Pois vou chorar muito ainda
E quero que chova mais e mais
Quero acordar desse pesadelo,
Quero abrir os olhos e ver o sol.
Quero novamente teu abraço
Teu sorriso, teus olhos,
Quero teu carinho, teu afago.
Quero que chova, para que não me veja chorar.
Sonho Ruim
É triste apenas conviver com tua lembrança.
E pensar que já fomos tão mais próximos.
Convivo dia-a-dia com o desafio de ter apenas essa única lembrança.
Com o desafio de tentar me aproximar novamente.
Convivo com a infelicidade de te ver nos braços de outro.
Às vezes penso ouvir tua voz,
Seja em um simples sussurrar ou em berros escandalosos.
Teu cheiro, esse sim, posso jurar que sinto todos os dias pela manhã.
Quando estou sozinho em casa, ou trancado em meu quarto,
Ouço barulhos pela casa,
Fico olhando fixamente para porta, esperando que tu abra, e diga que tudo não passou de um sonho ruim.
É impossível olhar para o aquária e não chorar.
Tuas coisas jogadas no canto da sala, sempre me fizeram lembrar,
Aquele tempo que te fez tão feliz, hoje não existe mais.
Só de pensar que tu tens apenas as mágoas guardadas,
Minha mente distorce e meu coração trava.
Quero apenas acordar e ver que esse sonho tão ruim, não passa de um sonho.
Um sonho que assusta e machuca, mas que sempre acaba.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
A moça da rua suja e impura
Os cabelos soltos,
Os óculos na face.
Tinha uma beleza oculta
E segredos a guardar.
Por aquela rua suja
Em que sempre a encontrava
Ela parecia desfilar sobre rosas
Em meio de tanta impureza
Sempre uniformizada,
A seriedade a denunciava madura,
Sólida feito rocha,
Delicada feito flor.
Feito zumbi perdido na noite
Eu aguardava o amanhecer,
Para revela na rua suja e impura
E sonhar com ela me ver.
Ser notado por ela
É bem mais que uma dádiva
Dos olhos claros as sardas dispersas
Ela encanta por onde passa
Com a simplicidade e a beleza de um pássaro que voa.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Moça do Campo
Estou a tua procura,
Faz um bom tempo.
Com saudade que corroi,
Não sei se agüento.
Saudade que castiga,
Mas sigo a te procurar,
Para sermos felizes,
Para somente amar.
Quando te acho,
Tenho a surpresa.
Você está no campo,
Em meio à natureza.
Longe de mim,
Dentro de meu coração.
Menina perdida no campo,
É fruto da paixão.
Paixão que desejo,
Desejo que quero.
No campo a bela moça, que tanto espero.
Espero eternamente,
Pelo dia em que vou te ter,
Sem saudade, sem distância,
Para nunca te perder.
Alma Adoecida
Feridas de uma alma,
De uma alma perdida,
Perdida no mundo,
E pelo amor esquecida.
Sem amor ainda resiste,
Essa alma adoecida,
Que pelo ódio foi tomada,
E pela razão enlouquecida.
O ódio nada mais é,
Que o amor adoecido.
Amor que adoeceu,
Por causa de um coração partido.
Partido pela solidão,
Que a distância provocou,
Solidão de um amor,
Que o tempo não trocou.
Amor que resiste,
Nessa alma que torturou.
E mesmo torturada,
O tempo não apagou.
Feridas de uma alma,
De uma alma adoecida.
Que luta por um amor
Para não ser esquecida.
Amor Que Arrasta
Se eu pudesse entender
O que se passa em sua cabeça,
Poderia fazer algo
Para que não me esqueça.
Se te quero comigo
É porque sinto amor.
Se não estou ao seu lado,
É porque não da valor.
Se eu pudesse compreender
O teu modo de agir,
Poderia me aproximar
Sem você tentar fugir.
Quando eu me aproximo
E você se afasta,
Sinto – me culpado
Por esse amor que arrasta.
Paixão que me consome,
De um modo derradeiro,
Que mata – me por dentro
Por não te ter por inteiro.
Se pudesse saber
O que acontece comigo,
Poderia entender,
Como é bom estar contigo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Menina Suh
Ultimamente tenho pensado muito em ti.
Desde que voltamos a nos ver,
Em um encontro inusitado na padaria.
Ver teu sorriso meigo e sem jeito,
Como se não quisesse sorrir.
Olhar em teus olhos, sentir teu cheiro,
Voltar a sonhar com aquilo que eu havia deixado ir.
Esse bem sem tamanho, sem nome, sem mau.
Esse meu jeito bobo, meu sorriso espontâneo.
É resultado deste teu ser único, singular e sem igual.
Tenho tentado repetir todos os dias,
O mesmo caminho, o mesmo horário.
Só para te ver novamente,
Pra tentar fazer ao contrário.
Incrível, como tu não leva-me a sério.
Mesmo que eu fale brincando
Meu sentimento é uma fantasia real.
Inesperado foi a forma que te conheci,
Inusitado o dia em que te vi,
Enamorado a forma que fiquei,
Ao teu lado a forma em que sonhei.
Amiga como tu, poucas encontrei.
"Namoradas" como tu, quase nenhuma aceitei,
Meu OBRIGADO vai pra Suh, menina em que gamei.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Segundas Intenções
Era pra ser um jogo
Não era pra ninguém se apegar
Fomos brincar de amor e olha só
Começamos a nos apaixonar
Enchemos-nos de dúvidas, de intrigas.
Deixamos que os outros tomassem conta de nós
Deixamos-nos levar pelo fogo, pelo desejo, pelo apelo carnal.
Ficamos em duvida sobre as regras do jogo
Jogamos mal e errado
Jogamos como loucos, como depravados.
Brincamos com o sentimento
E saímos machucados
Pensamos que era tudo diversão
Que era pegar e não se apegar
Achamos que fosse simples
Que a brincadeira não teria fim
Brincamos com o amor e estamos apaixonados
Mentimos pra nós mesmos e estamos desesperados
Acreditávamos que a solução era simples
Que nada passava de sonho ou ilusão
Acreditamos em nossas mentiras
Mentimos para o nosso coração
Fomos falsos
Não tinha uma só palavra sem uma segunda intenção
Fomos hipócritas
Desrespeitamos tudo que defendíamos quando estávamos sãos
Nossa sanidade foi abandonada
Assim que nos conhecemos
O amor tomou conta da gente
E agora não nos conhecemos
Nossas segundas intenções viraram únicas
Nossa brincadeira não tinha mais graça
Estávamos completamente apaixonados
Estávamos perdidos, sem ação ou reação.
Ficamos deslocados, ficamos sozinhos.
Estamos perdidos, sem querer ser achado.
Fomos verdadeiros no jogo da mentira
Brincamos de amar e agora estamos amando
Brincamos com o fogo e acabamos grudados
Grudados por um sentimento sem nome e tamanho
Brinquei contigo e virei teu brinquedo
Agora que quebrei, virei história.
Horas Vagas
Não sei por que tu ainda insistes em ocupar meus pensamentos
Às vezes, chego a sentir que jamais irei amenizar tua imagem em mim.
A cada canto que olho te vejo nas coisas mais pequenas
Sinto que tu ainda é parte de mim, mesmo depois de tanto tempo.
É como um dejavu sinto que já vivenciei tudo novamente, mas com outras pessoas.
Burrice minha, lógico que é alucinação.
Jamais seria feliz com outras pessoas como fui contigo
Porém, isso não significa que eu não voltarei a rever a felicidade.
E, que nem mesmo viverei de lembranças minha vida toda.
Por mais que tu ocupe meus pensamentos
Eu tenho muito tempo vago para ser feliz
Tu geralmente aparece quando estou sozinho, sem ninguém, isolado, abandonado, esquecido.
Quando meus amigos e familiares não se fazem presente
Aparece em meus pensamentos como se apresentava em minha vida
Quando eu ainda sonhava em te ter como uma “amiga especial”
O esquisito é que ainda acho estranho te ver com outro
Ainda tenho os mesmos sonhos e jamais consigo imaginá-los ao lado de outra pessoa
Parece que tu jamais vai sair de minha vida, chego a pensar até que um dia voltaremos e seremos muito mais do que simplesmente felizes, mas é besteira, mesmo que os dois quisessem isso, o meu orgulho e desejo é mais forte que o que posso chegar a sentir por tu.
Essa tristeza e vazio enorme que sinto nesse momento, eu liberto em palavras.
Minha vontade de chorar ainda é grande, sempre que posso me tranco no quarto e fico a me maltratar com as lembranças, fotos, fatos, fobias, frescuras, gírias, gulas...
Se em algum momento de tua vida ainda deparar-se pensando em mim, saiba que minha vida mudou muito, mas minha rotina ainda é vazia e tu permanece ocupando um espaço bem considerável em meus pensamentos... e por incrível que pareça...em meu coração!
Eu não voltei a sentir o medo, o frio na barriga, nem mesmo cheguei a ver o brilho ou acreditar em algo realmente sério com outra pessoa.
Não consigo ficar com inúmeras, sair para festas e ser de todas.
Mas isso não é por que tu ainda está em mim, mas simplesmente, por que por mais feliz que qualquer outra pessoa possa me fazer, existe algo em mim que ainda não aprendi a controlar... Meus sentimentos!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Voltar a Ser Criança
Voltar a ser criança
Voltar a ser super-herói
A acreditar em mágica
A jogar bola de pés no chão
Volta r a não sentir dor
A ter sentimentos
A ter amigos
Ter diversão
Voltar aos banhos de chuva
A casa da vovó
A pescar com o avô
Voltar à escola
A chegar atrasado
A ir ao colégio pela merenda
Pelas bolitas
Pelo recreio
Pela educação física
Voltar a ser criança
E retomar meus sonhos
Meus desejos
Minha criatividade
Voltar a rezar
A ter uma crença
A ter doença
Voltar a rir atoa
A ver papai Noel
A correr atrás dos ninhos de Páscoa
Voltar a ter um dia só meu
A gostar dos domingos
A chorar sem vergonha
Ter novamente a vergonha que me foi tirada, ou que perdi no caminho da mudança.
Voltar a amar, a gritar e correr.
Voltar ao tempo dos sentimentos puros e sinceros
As paixonites de escola
Aos amigos das ruas
Aos bichinhos de estimação
Voltar a ser criança
Ter novamente esperança
Voltar a acreditar nos adultos e nas promessas não cumpridas
Dormir e acordar em um mundo diferente
Ter ansiedade,
Ter variedade
Diversidade
igualdade
felicidade
Voltar a ter idade
Querer ser de todos,
Agradar a todos
Se mostrar pra todos
Voltar a ganhar visitas
A ver os parentes e viajar de uma cidade pra outra como se a cada metro percorrido fosse uma aventura
Voltar aos parques de diversões
Aos circos.
Querer ser mágico, malabarista, palhaço.
A domar animais ferozes, a salvar o mundo.
Voltar a ser criança
Voltar aos meus objetivos
Voltar a sonhar
Voltar a pensar
Voltar a ter princípios
Voltar a pensar nos outros
Voltar aos sentimentos
Querer ser gente grande!
Névoa
É como se o ar frio da noite cobrisse meus olhos
Com a névoa branca e a garoa leve
Ele ofusca minha visão, faz-me sentir frio e vazio.
Essas noites longas e frias, em que o tempo sempre parece mudar.
Procuro algo que nem mesmo sei o que é
Tão pouco onde encontrar
Minha mente que sempre está cheia e confusa
Encontra-se vazia e perdida, como se nada fizesse sentido, como se tudo estivesse perdido, é como se ninguém me desses ouvidos e, ou se quer sabe que eu existo.
Procuro com calma uma explicação para algo que não sei onde está
O frio que me corrompe que me treme, que me faz temer...
Essas noites longas e escuras, frias, sombrias de palavras negativas e repetidas, deixam no ar a duvida da certeza, a divida não paga, a celebração do nada.
Parece que nada tem solução, parece que nunca irá mudar, sinto que não saio do lugar, que não consigo respirar, é como se eu não pudesse ver!
Lembro dos teus olhos e sorrisos, dos momentos bons e alegres, das promessas feitas e pagas, dos dias claros, chuvosos, ocupados e vazios.
As manhãs de namoro e as noites de amor, o cheiro do pecado, o gosto do perigo, o medo da descoberta, de ser visto, de ver, de ser, de não ter.
Essa névoa que me cobre, que me engana me iludiu e me confunde.
Névoa vazia, fria e sombria. Toma conta de mim como se eu fosse um objeto largado na rua, deixa-me encharcado, pingando o orvalho, deixa-me astuto as coisas que não tenho mais!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Gelo, Fogo do Pecado
Paixão é fogo,
Desejo, tentação,
A ardência do gelo
No toque da mão.
Gelo que percorre
O corpo encurvado,
Que derrete na boca
Sem o beijo roubado.
Os cabelos negros,
Uma boca a desejar
O que não pode ter,
Um beijo a roubar.
Gelo que queima
Como o fogo ardente,
Na menina cobiçada
Com jeito inocente.
Um jeito que domina
E leva a tentação.
O gelo desliza no corpo
E congela seu coração.
Noites vazias,
Coração machucado.
Noites sozinhas,
Sem te ter ao meu lado.
Preso ao Passado
Sinto-me mal em relembrar
É como se tivesse perdido a vontade de viver
Nem mulheres, nem festas, nem jogos.
Nada mais me da prazer
Sinto-me ligado ao passado
Como se minha liberdade estivesse presa
Sinto que não consigo me soltar
Embora as respostas estejam ali, sobre a mesa.
Nem sentimento, nem apelo carnal.
Nada mais faz sentido
Sinto como se nada importasse
Como se não tivesse vivido
Do anoitecer ao nascer do sol
Tudo é ligado à lembrança
Retorno ao meu passado
Vivo preso como uma criança
quarta-feira, 17 de março de 2010
Chuva de Novembro
Chuva de novembro,
Novembro de primavera,
De jardim florido,
De flor tão bela.
Chuva de novembro,
Molha o coração,
Coração partido,
Partido pela ilusão.
Ilusão de um amor,
Que a tudo resistiu.
Amor de uma pessoa,
Que nunca existiu.
Chuva de novembro,
Chuva que corta,
O coração de uma alma,
De uma alma morta.
Morta pelo amor,
Que em teus braços nasceu.
Amor que virou ódio,
Ódio que não morreu.
O ódio nada mais é
Que o amor adoecido,
Adoecido pela ilusão,
De um coração partido.
Chuva que dói,
Chuva que acalenta,
Chuva que corrói,
Chuva que sustenta.
Chuva de novembro,
Chuva do amor,
Chuva da lembrança,
Chuva da dor,
Chuva da ilusão,
Chuva sem cor,
Chuva da solidão.
Chuva que molha,
Esta alma perdida,
Perdida no mundo,
Pelo amor esquecida.
Chuva de novembro,
Coração apaixonado,
Amor adoecido,
Sem te ter do meu lado.
Aquelas Quentes - Frias Noites
Sabe aquelas noites em que o mundo parece vazio?
Que não existem outros climas
Outras rimas, ruas, avenidas, becos.
Que é tudo quieto, noites em que o silencio do eco.
Sabe aquelas noites frias de verão?
Que o vento vem quente e ofegante
Que a brisa é leve e vazia
Que as ruas são silenciosas e receptivas
Noites intrigantes convidativas.
Lembra das noites a dois?
Noites quentes esperançosas.
Em que o surto do vento arrancava o silencio dos sorrisos
Em que a brisa não entrava que as pessoas não eram iguais.
Que as ruas não tinham nada, nem cães, nem gatos.
Lembra das nossas noites virtuais?
Em pleno verão algo tomava conta de nós
Esperávamos a hora certa, um momento correto.
Éramos implacáveis, éramos discretos.
Éramos nós, era a sos, eram em devaneios.
Noites que antes eram vazias,
Noites agora não tão sombrias
Noites quentes apesar do frio
Lembra a distancia que era?
O quanto caminhávamos sem nos preocupar?
Lembra que tudo era risos, a cara inchada, o barulho do ar.
Momentos de reflexão, de promesas roubas de flores em vão.
Noites largadas, em que nos perdíamos.
Em que descobríamos novas formas para o amor
Minutos de silencio a espera de alguma novidade
Descobrindo novas formas de experiência humana
Aquelas noites que não voltam
Que viraram lembranças em uma só mente
Duas vidas em uma só, caladas, sofridas, judiadas.
Uma vida perdida, outra aproveitada.
Dias de caminhada, noite, madrugada.
Momentos de um, a dois a três e a vinte quem sabe.
A mesma hora de sempre, na rua carente, com flores inocentes.
Os registros da memória, as flores sem cheiro.
A aceitação espontânea, a felicidade momentânea.
Noites agora sombrias, vazias, caladas.
Noites sem vida, vida sem cor, cor sem dia, dias sem amor.
Lembranças vagas de um coração iludido
De uma vida roubada, de um amor foragido.
Uma paixão disfarçada por um amor sucumbido
Que emergiu de dentro da amizade florida nos campos da verdade
Verdade nem tão verdadeira, desejos nem tão claros,
Águas tão paradas para uma sede tão profunda
Profunda dores perdidas, nas noites quentes de amores.
Amores tão reais quanto às dores carnais
Lembra? Aqueles momentos que não voltarão mais
As falas, bordões e frases implicadas a nós.
Mais propicias que o sentimento, pois eram espontânea.
Como todo o amor que radiava o momento
As nossas ilusões, mentiras e enganações.
Hoje tatuadas no corpo, na mente, no coração.
Perdemos a fé, o amor, a esperança.
Noites de promessas, com nomes de crianças.
Rimas baratas, poesias nítidas, sentimentos ocos.
Carne perdida, alma adoecida, amor destruído, futuro corrompido.
Noites quentes e caladas, noites agora, sem madrugadas!
quarta-feira, 10 de março de 2010
Donzela Perfeita
Com um brilho no olhar,
Dos olhos castanhos,
Da bela morena,
De um jeito estranho.
Com lábios carnudos,
Com lindo sorriso,
Com beijos tão doces,
Que lembram o paraíso.
Com abraço que acalenta,
Com seu jeito de menina,
Com um gênio que enlouquece,
Mas que também alucina.
De face tão bela,
De perfeita miragem,
Em um coração o nome,
Foi feita a tatuagem.
De tão puro amor,
De divina sedução,
Que sabe dizer “sim”,
Com a facilidade que diz “não”.
De pele suave,
De curvas bem feitas,
De corpo tentador,
A donzela perfeita.
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