sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A moça da rua suja e impura

Os cabelos soltos,
Os óculos na face.
Tinha uma beleza oculta
E segredos a guardar.

Por aquela rua suja
Em que sempre a encontrava
Ela parecia desfilar sobre rosas
Em meio de tanta impureza

Sempre uniformizada,
A seriedade a denunciava madura,
Sólida feito rocha,
Delicada feito flor.

Feito zumbi perdido na noite
Eu aguardava o amanhecer,
Para revela na rua suja e impura
E sonhar com ela me ver.

Ser notado por ela
É bem mais que uma dádiva
Dos olhos claros as sardas dispersas
Ela encanta por onde passa
Com a simplicidade e a beleza de um pássaro que voa.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Moça do Campo

Estou a tua procura,
Faz um bom tempo.
Com saudade que corroi,
Não sei se agüento.

Saudade que castiga,
Mas sigo a te procurar,
Para sermos felizes,
Para somente amar.

Quando te acho,
Tenho a surpresa.
Você está no campo,
Em meio à natureza.

Longe de mim,
Dentro de meu coração.
Menina perdida no campo,
É fruto da paixão.

Paixão que desejo,
Desejo que quero.
No campo a bela moça, que tanto espero.

Espero eternamente,
Pelo dia em que vou te ter,
Sem saudade, sem distância,
Para nunca te perder.

Alma Adoecida

Feridas de uma alma,
De uma alma perdida,
Perdida no mundo,
E pelo amor esquecida.

Sem amor ainda resiste,
Essa alma adoecida,
Que pelo ódio foi tomada,
E pela razão enlouquecida.

O ódio nada mais é,
Que o amor adoecido.
Amor que adoeceu,
Por causa de um coração partido.

Partido pela solidão,
Que a distância provocou,
Solidão de um amor,
Que o tempo não trocou.

Amor que resiste,
Nessa alma que torturou.
E mesmo torturada,
O tempo não apagou.

Feridas de uma alma,
De uma alma adoecida.
Que luta por um amor
Para não ser esquecida.

Amor Que Arrasta

Se eu pudesse entender
O que se passa em sua cabeça,
Poderia fazer algo
Para que não me esqueça.

Se te quero comigo
É porque sinto amor.
Se não estou ao seu lado,
É porque não da valor.

Se eu pudesse compreender
O teu modo de agir,
Poderia me aproximar
Sem você tentar fugir.

Quando eu me aproximo
E você se afasta,
Sinto – me culpado
Por esse amor que arrasta.

Paixão que me consome,
De um modo derradeiro,
Que mata – me por dentro
Por não te ter por inteiro.

Se pudesse saber
O que acontece comigo,
Poderia entender,
Como é bom estar contigo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Menina Suh

Ultimamente tenho pensado muito em ti.
Desde que voltamos a nos ver,
Em um encontro inusitado na padaria.

Ver teu sorriso meigo e sem jeito,
Como se não quisesse sorrir.
Olhar em teus olhos, sentir teu cheiro,
Voltar a sonhar com aquilo que eu havia deixado ir.

Esse bem sem tamanho, sem nome, sem mau.
Esse meu jeito bobo, meu sorriso espontâneo.
É resultado deste teu ser único, singular e sem igual.

Tenho tentado repetir todos os dias,
O mesmo caminho, o mesmo horário.
Só para te ver novamente,
Pra tentar fazer ao contrário.

Incrível, como tu não leva-me a sério.
Mesmo que eu fale brincando
Meu sentimento é uma fantasia real.

Inesperado foi a forma que te conheci,
Inusitado o dia em que te vi,
Enamorado a forma que fiquei,
Ao teu lado a forma em que sonhei.

Amiga como tu, poucas encontrei.
"Namoradas" como tu, quase nenhuma aceitei,
Meu OBRIGADO vai pra Suh, menina em que gamei.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Segundas Intenções

Era pra ser um jogo
Não era pra ninguém se apegar
Fomos brincar de amor e olha só
Começamos a nos apaixonar

Enchemos-nos de dúvidas, de intrigas.
Deixamos que os outros tomassem conta de nós
Deixamos-nos levar pelo fogo, pelo desejo, pelo apelo carnal.
Ficamos em duvida sobre as regras do jogo
Jogamos mal e errado
Jogamos como loucos, como depravados.
Brincamos com o sentimento
E saímos machucados

Pensamos que era tudo diversão
Que era pegar e não se apegar
Achamos que fosse simples
Que a brincadeira não teria fim
Brincamos com o amor e estamos apaixonados
Mentimos pra nós mesmos e estamos desesperados

Acreditávamos que a solução era simples
Que nada passava de sonho ou ilusão
Acreditamos em nossas mentiras
Mentimos para o nosso coração

Fomos falsos
Não tinha uma só palavra sem uma segunda intenção
Fomos hipócritas
Desrespeitamos tudo que defendíamos quando estávamos sãos
Nossa sanidade foi abandonada
Assim que nos conhecemos
O amor tomou conta da gente
E agora não nos conhecemos

Nossas segundas intenções viraram únicas
Nossa brincadeira não tinha mais graça
Estávamos completamente apaixonados
Estávamos perdidos, sem ação ou reação.
Ficamos deslocados, ficamos sozinhos.
Estamos perdidos, sem querer ser achado.
Fomos verdadeiros no jogo da mentira
Brincamos de amar e agora estamos amando
Brincamos com o fogo e acabamos grudados
Grudados por um sentimento sem nome e tamanho
Brinquei contigo e virei teu brinquedo
Agora que quebrei, virei história.

Horas Vagas

Não sei por que tu ainda insistes em ocupar meus pensamentos
Às vezes, chego a sentir que jamais irei amenizar tua imagem em mim.
A cada canto que olho te vejo nas coisas mais pequenas
Sinto que tu ainda é parte de mim, mesmo depois de tanto tempo.

É como um dejavu sinto que já vivenciei tudo novamente, mas com outras pessoas.
Burrice minha, lógico que é alucinação.
Jamais seria feliz com outras pessoas como fui contigo
Porém, isso não significa que eu não voltarei a rever a felicidade.
E, que nem mesmo viverei de lembranças minha vida toda.

Por mais que tu ocupe meus pensamentos
Eu tenho muito tempo vago para ser feliz
Tu geralmente aparece quando estou sozinho, sem ninguém, isolado, abandonado, esquecido.
Quando meus amigos e familiares não se fazem presente
Aparece em meus pensamentos como se apresentava em minha vida
Quando eu ainda sonhava em te ter como uma “amiga especial”

O esquisito é que ainda acho estranho te ver com outro
Ainda tenho os mesmos sonhos e jamais consigo imaginá-los ao lado de outra pessoa
Parece que tu jamais vai sair de minha vida, chego a pensar até que um dia voltaremos e seremos muito mais do que simplesmente felizes, mas é besteira, mesmo que os dois quisessem isso, o meu orgulho e desejo é mais forte que o que posso chegar a sentir por tu.

Essa tristeza e vazio enorme que sinto nesse momento, eu liberto em palavras.
Minha vontade de chorar ainda é grande, sempre que posso me tranco no quarto e fico a me maltratar com as lembranças, fotos, fatos, fobias, frescuras, gírias, gulas...
Se em algum momento de tua vida ainda deparar-se pensando em mim, saiba que minha vida mudou muito, mas minha rotina ainda é vazia e tu permanece ocupando um espaço bem considerável em meus pensamentos... e por incrível que pareça...em meu coração!

Eu não voltei a sentir o medo, o frio na barriga, nem mesmo cheguei a ver o brilho ou acreditar em algo realmente sério com outra pessoa.
Não consigo ficar com inúmeras, sair para festas e ser de todas.
Mas isso não é por que tu ainda está em mim, mas simplesmente, por que por mais feliz que qualquer outra pessoa possa me fazer, existe algo em mim que ainda não aprendi a controlar... Meus sentimentos!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Voltar a Ser Criança

Voltar a ser criança
Voltar a ser super-herói
A acreditar em mágica
A jogar bola de pés no chão
Volta r a não sentir dor
A ter sentimentos
A ter amigos
Ter diversão
Voltar aos banhos de chuva
A casa da vovó
A pescar com o avô
Voltar à escola
A chegar atrasado
A ir ao colégio pela merenda
Pelas bolitas
Pelo recreio
Pela educação física

Voltar a ser criança
E retomar meus sonhos
Meus desejos
Minha criatividade
Voltar a rezar
A ter uma crença
A ter doença
Voltar a rir atoa
A ver papai Noel
A correr atrás dos ninhos de Páscoa
Voltar a ter um dia só meu
A gostar dos domingos
A chorar sem vergonha
Ter novamente a vergonha que me foi tirada, ou que perdi no caminho da mudança.
Voltar a amar, a gritar e correr.
Voltar ao tempo dos sentimentos puros e sinceros
As paixonites de escola
Aos amigos das ruas
Aos bichinhos de estimação

Voltar a ser criança
Ter novamente esperança
Voltar a acreditar nos adultos e nas promessas não cumpridas
Dormir e acordar em um mundo diferente
Ter ansiedade,
Ter variedade
Diversidade
igualdade
felicidade
Voltar a ter idade
Querer ser de todos,
Agradar a todos
Se mostrar pra todos
Voltar a ganhar visitas
A ver os parentes e viajar de uma cidade pra outra como se a cada metro percorrido fosse uma aventura
Voltar aos parques de diversões
Aos circos.
Querer ser mágico, malabarista, palhaço.
A domar animais ferozes, a salvar o mundo.

Voltar a ser criança
Voltar aos meus objetivos
Voltar a sonhar
Voltar a pensar
Voltar a ter princípios
Voltar a pensar nos outros
Voltar aos sentimentos
Querer ser gente grande!

Névoa

É como se o ar frio da noite cobrisse meus olhos
Com a névoa branca e a garoa leve
Ele ofusca minha visão, faz-me sentir frio e vazio.

Essas noites longas e frias, em que o tempo sempre parece mudar.
Procuro algo que nem mesmo sei o que é
Tão pouco onde encontrar

Minha mente que sempre está cheia e confusa
Encontra-se vazia e perdida, como se nada fizesse sentido, como se tudo estivesse perdido, é como se ninguém me desses ouvidos e, ou se quer sabe que eu existo.

Procuro com calma uma explicação para algo que não sei onde está
O frio que me corrompe que me treme, que me faz temer...
Essas noites longas e escuras, frias, sombrias de palavras negativas e repetidas, deixam no ar a duvida da certeza, a divida não paga, a celebração do nada.

Parece que nada tem solução, parece que nunca irá mudar, sinto que não saio do lugar, que não consigo respirar, é como se eu não pudesse ver!

Lembro dos teus olhos e sorrisos, dos momentos bons e alegres, das promessas feitas e pagas, dos dias claros, chuvosos, ocupados e vazios.
As manhãs de namoro e as noites de amor, o cheiro do pecado, o gosto do perigo, o medo da descoberta, de ser visto, de ver, de ser, de não ter.

Essa névoa que me cobre, que me engana me iludiu e me confunde.
Névoa vazia, fria e sombria. Toma conta de mim como se eu fosse um objeto largado na rua, deixa-me encharcado, pingando o orvalho, deixa-me astuto as coisas que não tenho mais!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Gelo, Fogo do Pecado

Paixão é fogo,
Desejo, tentação,
A ardência do gelo
No toque da mão.

Gelo que percorre
O corpo encurvado,
Que derrete na boca
Sem o beijo roubado.

Os cabelos negros,
Uma boca a desejar
O que não pode ter,
Um beijo a roubar.

Gelo que queima
Como o fogo ardente,
Na menina cobiçada
Com jeito inocente.

Um jeito que domina
E leva a tentação.
O gelo desliza no corpo
E congela seu coração.

Noites vazias,
Coração machucado.
Noites sozinhas,
Sem te ter ao meu lado.

Preso ao Passado

Sinto-me mal em relembrar
É como se tivesse perdido a vontade de viver
Nem mulheres, nem festas, nem jogos.
Nada mais me da prazer

Sinto-me ligado ao passado
Como se minha liberdade estivesse presa
Sinto que não consigo me soltar
Embora as respostas estejam ali, sobre a mesa.

Nem sentimento, nem apelo carnal.
Nada mais faz sentido
Sinto como se nada importasse
Como se não tivesse vivido

Do anoitecer ao nascer do sol
Tudo é ligado à lembrança
Retorno ao meu passado
Vivo preso como uma criança

quarta-feira, 17 de março de 2010

Chuva de Novembro

Chuva de novembro,
Novembro de primavera,
De jardim florido,
De flor tão bela.

Chuva de novembro,
Molha o coração,
Coração partido,
Partido pela ilusão.

Ilusão de um amor,
Que a tudo resistiu.
Amor de uma pessoa,
Que nunca existiu.

Chuva de novembro,
Chuva que corta,
O coração de uma alma,
De uma alma morta.

Morta pelo amor,
Que em teus braços nasceu.
Amor que virou ódio,
Ódio que não morreu.

O ódio nada mais é
Que o amor adoecido,
Adoecido pela ilusão,
De um coração partido.


Chuva que dói,
Chuva que acalenta,
Chuva que corrói,
Chuva que sustenta.

Chuva de novembro,
Chuva do amor,
Chuva da lembrança,
Chuva da dor,
Chuva da ilusão,
Chuva sem cor,
Chuva da solidão.

Chuva que molha,
Esta alma perdida,
Perdida no mundo,
Pelo amor esquecida.

Chuva de novembro,
Coração apaixonado,
Amor adoecido,
Sem te ter do meu lado.

Aquelas Quentes - Frias Noites

Sabe aquelas noites em que o mundo parece vazio?
Que não existem outros climas
Outras rimas, ruas, avenidas, becos.
Que é tudo quieto, noites em que o silencio do eco.

Sabe aquelas noites frias de verão?
Que o vento vem quente e ofegante
Que a brisa é leve e vazia
Que as ruas são silenciosas e receptivas
Noites intrigantes convidativas.

Lembra das noites a dois?
Noites quentes esperançosas.
Em que o surto do vento arrancava o silencio dos sorrisos
Em que a brisa não entrava que as pessoas não eram iguais.
Que as ruas não tinham nada, nem cães, nem gatos.
Lembra das nossas noites virtuais?

Em pleno verão algo tomava conta de nós
Esperávamos a hora certa, um momento correto.
Éramos implacáveis, éramos discretos.
Éramos nós, era a sos, eram em devaneios.
Noites que antes eram vazias,
Noites agora não tão sombrias
Noites quentes apesar do frio

Lembra a distancia que era?
O quanto caminhávamos sem nos preocupar?
Lembra que tudo era risos, a cara inchada, o barulho do ar.
Momentos de reflexão, de promesas roubas de flores em vão.
Noites largadas, em que nos perdíamos.
Em que descobríamos novas formas para o amor
Minutos de silencio a espera de alguma novidade
Descobrindo novas formas de experiência humana

Aquelas noites que não voltam
Que viraram lembranças em uma só mente
Duas vidas em uma só, caladas, sofridas, judiadas.
Uma vida perdida, outra aproveitada.
Dias de caminhada, noite, madrugada.
Momentos de um, a dois a três e a vinte quem sabe.
A mesma hora de sempre, na rua carente, com flores inocentes.
Os registros da memória, as flores sem cheiro.
A aceitação espontânea, a felicidade momentânea.

Noites agora sombrias, vazias, caladas.
Noites sem vida, vida sem cor, cor sem dia, dias sem amor.
Lembranças vagas de um coração iludido
De uma vida roubada, de um amor foragido.
Uma paixão disfarçada por um amor sucumbido
Que emergiu de dentro da amizade florida nos campos da verdade
Verdade nem tão verdadeira, desejos nem tão claros,
Águas tão paradas para uma sede tão profunda
Profunda dores perdidas, nas noites quentes de amores.
Amores tão reais quanto às dores carnais

Lembra? Aqueles momentos que não voltarão mais
As falas, bordões e frases implicadas a nós.
Mais propicias que o sentimento, pois eram espontânea.
Como todo o amor que radiava o momento
As nossas ilusões, mentiras e enganações.
Hoje tatuadas no corpo, na mente, no coração.
Perdemos a fé, o amor, a esperança.
Noites de promessas, com nomes de crianças.
Rimas baratas, poesias nítidas, sentimentos ocos.
Carne perdida, alma adoecida, amor destruído, futuro corrompido.
Noites quentes e caladas, noites agora, sem madrugadas!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Donzela Perfeita

Com um brilho no olhar,
Dos olhos castanhos,
Da bela morena,
De um jeito estranho.

Com lábios carnudos,
Com lindo sorriso,
Com beijos tão doces,
Que lembram o paraíso.

Com abraço que acalenta,
Com seu jeito de menina,
Com um gênio que enlouquece,
Mas que também alucina.

De face tão bela,
De perfeita miragem,
Em um coração o nome,
Foi feita a tatuagem.

De tão puro amor,
De divina sedução,
Que sabe dizer “sim”,
Com a facilidade que diz “não”.

De pele suave,
De curvas bem feitas,
De corpo tentador,
A donzela perfeita.

Só Você

O céu, o mar, a Terra,
A natureza.
Parece impossível,
Nada se compara a tua beleza.

O paraíso que é teu sorriso,
Que demonstra perfeição.
O brilho de teus olhos,
Que humilha constelação.

O afago de tuas palavras,
O carinho de teu abraço,
É tanta coisa,
Que não sei o que faço.

A doçura de tua boca,
O mel de teu beijo,
É tanta atração,
Que fico louco quando te vejo.

Teu corpo é perfeito,
Assim como você.
Toda vez que te vejo,
Não sei o que fazer.

Vivo em teu mundo,
Vivo a esperar,
Por um pedacinho de amor,
Que só você pode me dar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Momentos

Momentos felizes;
Momentos a dois;
Momentos agora;
Momentos depois;
Momentos de festa;
Momentos de diversão;
Momentos de alegrias;
Momentos em vão;
Momentos de amor;
Momentos de paixão;
Momentos a sós;
Momentos para o coração;
Momentos que vão;
Momentos que vem;
Momentos afins;
Momentos sem ninguém;
Momentos em paz;
Momentos após;
Momentos atrás;
Momentos sozinhos;
Momentos de solidão;
Momentos de sim;
Momentos de não;
Momentos vividos com você;
Momentos perdidos;
Perdidos por não te ter.

Amor Sem Cor

Não se pode estar sozinho,
Quando se está com alguém.
Mas quando esse alguém não te ama,
É como se estivesse sem ninguém.

Alguém que não te ama,
Não merece seu amor.
O fato desse alguém não te amar,
Pode deixar sua vida sem cor.

E uma vida sem cor,
É uma vida morta.
É difícil ter cor,
Quando o amor não bate a sua porta.

Amor é sentimento para todos,
Mas que só alguns tem.
Pois quando tu se sente sozinho,
É o mesmo que estar sem ninguém.

Pode se estar na multidão,
E não ver nada.
Meu amor é de um coração,
Que ao invés de sangue circula água.

Água que dissolve,
Com o tempo que passa.
Viver sem ninguém,
É viver na desgraça.

Água que dissolve,
Água sem cor.
Viver sem você
É viver sem amor.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Garoto Apaixonado

Queria ser um anjo
Para em teus sonhos poder viver
Quem sabe, controlar tua mente
Para nunca me esquecer

Talvez um pássaro
Para em teu céu poder voar
É no céu de tua boca
Que meus beijos querem morar

Mas não sou nada disso
Sou um garoto apaixonado
Iludido pelo sonho
De um dia ficar do teu lado

Se um dia em teu coração
Eu for morar
Meus beijos serão pássaros
E pelo teu céu irão morar

Vida de Alguém Não Presente

Abra os olhos
E tente ver,
Lembranças de um coração,
Que insiste em sofrer.

Deixe o tempo passar,
Para quem sabe poder sentir,
Lágrimas que nunca tocaram o chão,
Por não deixa-las cair.

Não faça perguntas,
Que só o coração pode responder.
Sentimentos não são palavras,
Não se pode descrever.

Não deixe o tempo consumir.
Toda a sua vida.
Pois o tempo jamais será motivo,
De uma vida destruída.

Os olhos que iluminam,
São os mesmos que apagam,
Os braços que empurram,
São os mesmos que afagam.

De amor borbulhante
E coração quente.
Minha vida em teus braços
E você não presente.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ardência de uma Flor

Perfume não é cheiro,
Perfume é amor,
Amor da natureza,
Dado a uma flor.

Teu perfume é amor,
Teu perfume é sedução,
Perfume que inalo,
Com cheiro de paixão.

Paixão que incendeia,
Que queima-me por inteiro,
Chama de um amor,
Amor verdadeiro.

És flor do campo,
De rara beleza,
Impossível de encontrar,
Em meio a natureza.

Flor com o perfume,
Perfume da paixão,
Com teu cheiro vou alem,
Alem da ilusão.

Cheiro do fogo,
Na ardência de uma flor,
Tu és moça do campo,
Dona do meu amor